quinta-feira, 23 de maio de 2013

FTB lançado com sucesso em Alcântara

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CENTRO DE LANÇAMENTO DE ALCÂNTARA FINALIZA COM SUCESSO LANÇAMENTO DE FOGUETE DE TREINAMENTO

Brasília, 23 de maio de 2013 – O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) realizou com sucesso o lançamento do Foguete de Treinamento Básico (FTB) dentro das atividades da Operação Falcão I/ 2013. A operação, iniciada na segunda-feira (21) teve por objetivo realizar o lançamento e rastreio do veículo de treinamento, com a finalidade de realizar o treinamento operacional do Centro de Lançamento, bem como a obtenção de dados para a qualificação e a certificação do foguete.

O foguete seguiu conforme os parâmetros previstos para este tipo de operação e foi lançado às 14h29 e voou 167,8 segundos até atingir a área de impacto determinada. O veículo atingiu 31,8 Km de altitude máxima em apenas 76 segundos de voo. Do local de lançamento até a dispersão no oceano, o FTB percorreu 18,01 Km em linha reta.

A Operação Falcão I/ 2013 envolveu 100 servidores do CLA e do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e contou, também, com a participação da equipe de Alcântara do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) responsável pela recepção de dados do veículo lançado. Na operação, pela primeira vez foram testados dois novos sistemas um de controle operacional e disparo e outro de interfonia para contato entre as equipes.

O lançamento foi acompanhado por 30 alunos e professores da Escola Caminho das Estrelas, situadas nas dependências do Centro e responsável por ministrar o ensino fundamental regular aos  dependentes do efetivo civil e militar da unidade, além de atender à comunidade alcantarense. O próximo lançamento será de um Foguete de Treinamento Intermediário (FTI), em junho, durante a Operação Águia I/ 2013.

Operação Falcão I/ 2013

Horário de lançamento: 14h29 (horário local)

Apogeu (altitude máxima): 31,8 km

Tempo do apogeu: 76seg

Distância percorrida do local de lançamento até área de impacto: 18,1 km

Tempo total de voo: 167,8 km

Fonte: CLA, via Agência Espacial Brasileira.
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Lançamento de FTB em Alcântara


CLA REALIZA LANÇAMENTO DE FOGUETE DE TREINAMENTO NESTA QUINTA

Brasília, 22 de maio de 2013 – O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) realiza, na quinta-feira (23), o lançamento de um Foguete de Treinamento Básico (FTB) dentro das atividades da Operação Falcão I/ 2013. A operação foi iniciada no dia 21 com um briefing para toda a equipe envolvida na campanha de lançamento. A Operação Falcão I/ 2013 tem por objetivo realizar o lançamento e rastreio de um Foguete de Treinamento Básico (FTB), tendo como finalidade o treinamento operacional do Centro de Lançamento e, ainda, a obtenção de dados para a qualificação e a certificação do veículo.

Durante o briefing, foram repassados todos os procedimentos que deverão ser seguidos pelos profissionais que trabalham na campanha no que se refere a normas de segurança, características do veículo a ser lançado, cronologia de lançamento, logística, recepção de convidados e da imprensa, dentre outros. No lançamento, devem participar alunos da rede municipal de ensino de Alcântara e da Escola Caminho das Estrelas ligada ao Comando da Aeronáutica e situada nas dependências do CLA. A expectativa é que o Foguete de Treinamento Básico seja lançado na tarde do dia 24, às 15h, e atinja uma altitude máxima de 30 quilômetros. O veículo deve realizar um voo de aproximadamente 166 segundos até a queda na área de impacto prevista para a operação.

O Foguete de Treinamento Básico (FTB) faz parte do Projeto FOGTREIN, ou Foguete de Treinamento, que tem por missão proporcionar treinamento operacional ao efetivo e testar a prontidão da infraestrutura dos Centros (CLA/CLBI) para lançamentos, exercitando as principais funções de comunicação, telemetria, rastreamento e gerenciamento dos procedimentos de segurança e comandos para lançamentos. Também faz parte do projeto o Foguete de Treinamento Intermediário (FTI) que é lançado anualmente tanto do CLA quanto do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI).

Características do Foguete de Treinamento Básico (FTB)

Comprimento total: 3,05 m

Diâmetro do veículo (calibre): 127 mm

Peso total do veículo: 68,3 kg

Peso de propelente: 29,2 kg

Peso reservado para experimento: 5 kg (não leva experimentos)

Apogeu aproximado: 30 km (com inclinação de 82° do lançador)

Tempo total de voo: 166 seg

Fonte: Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), via Agência Espacial Brasileira.
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terça-feira, 21 de maio de 2013

Workshop industrial do SABIA-Mar


INDÚSTRIA NACIONAL REÚNE-SE COM GRUPO DE TRABALHO DA MISSÃO SABIA-MAR

Brasília, 21 de maio de 2013 – Representantes da indústria aeroespacial nacional se reuniram, no dia 17 de maio, no Parque Tecnológico de São José dos Campos, Workshop SABIA-Mar Indústrias Brasileiras. O encontro teve como objetivo compartilhar com a indústria nacional informações técnicas relevantes sobre a missão e discutir o modelo de industrialização a ser adotado, assim como as possíveis formas de financiamento. A reunião também serviu para coletar opiniões e recomendações da indústria, e conhecer suas expectativas para este projeto. A ação foi promovida pelo Grupo de Trabalho da Missão SABIA-Mar –  composto por membros da Agência Espacial Brasileira (AEB), da indústria, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e da Comissão Nacional de Atividades Espaciais da Argentina (CONAE).

A AEB está inovando na maneira de conceber suas missões satelitais. A indústria e os usuários devem estar envolvidas em todas as fases de desenvolvimento do satélite. “A Missão SABIA-Mar é a primeira a ser realizada a partir desta visão”, afirma o presidente da AEB, José Raimundo Coelho.

“O evento excedeu as expectativas. Os representantes da indústria obtiveram informações mais detalhadas dos satélites a serem desenvolvidos. No workshop, foi possível obter estimativas preliminares, por parte da indústria, do grau de complexidade dos artefatos, principalmente da câmera multiespectral”, contou o diretor da AEB e membro do Grupo de Trabalho do SABIA-Mar, Carlos Gurgel. A câmera a ser desenvolvida no Brasil terá que captar sinais em 18 bandas. Até agora, todas as construídas pela indústria nacional operam em poucas bandas. “O desenvolvimento dessa câmera será importante passo para a capacitação da indústria brasileira”, acredita Gurgel.O forte envolvimento da indústria espacial brasileira na concepção e desenvolvimento das missões de satélites é uma das diretrizes estratégicas do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE).

A Argentina realizou, em março deste ano, evento semelhante.

SABIA-Mar – A missão SABIA-Mar é um sistema completo de Observação da Terra dedicado ao sensoriamento remoto de sistemas aquáticos oceânicos e costeiros incluindo águas interiores, baseado em uma constelação de dois satélites e uma infraestrutura operacional, logística e de segmento solo desenvolvidos para alcançar os objetivos propostos pelo Brasil e pela Argentina. Além da missão primária, os artefatos poderão, também, observar águas interiores, e obter dados em escala global da cor dos oceanos.

Os satélites terão aproximadamente 500 kg. Cada um levará uma câmera multiespectral, mas há possibilidade de cargas úteis secundárias. A princípio, eles utilizarão como base a Plataforma Multimissão (PMM), que é uma plataforma genérica para satélites desenvolvida pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A partilha das tarefas no desenvolvimento dos satélites será igualitária entre os dois países.

Atualmente estão sendo desenvolvidas concomitantemente as Fases 0 (análise da missão e identificação das necessidades) e A (análise de viabilidade técnica e industrial) da missão.

As aplicações dos satélites poderão ser usadas na pesca e na aquicultura, no gerenciamento costeiro, no monitoramento de recifes de coral, de florações de algas nocivas e de derrames de óleo, na previsão do tempo, na análise da qualidade das águas, entre outras.

Entre agosto e setembro deste ano, o estudo em elaboração pelos grupos de trabalho brasileiro e argentino completará a denominada Fase A do projeto. Seu resultado trará de forma organizada os requisitos para a missão, o conceito de operação do sistema, os conceitos preliminares a serem adotados para o projeto dos satélites, os cronogramas de desenvolvimento e estimativas de custo, dentre outras informações.

Workshop SABIA-Mar Usuários Brasileiros – Nos dias 13 e 14 de maio, o Grupo de Trabalho da Missão SABIA-Mar reuniu os prováveis usuários brasileiros da missão na sede da Agência Espacial Brasileira (AEB). O encontro foi uma oportunidade para que as instituições nacionais que poderão se beneficiar com o SABIA-Mar apresentassem suas necessidades, expectativas e planos para utilização das imagens a serem geradas. O objetivo é que os dois satélites a serem desenvolvidos atendam ao maior número de demandas possível.
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domingo, 19 de maio de 2013

Plano Inova Aerodefesa


GOVERNO LANÇA EDITAL DE R$ 2,9 BILHÕES DO INOVA AERODEFESA

Brasília, 17 de maio de 2013 – O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, lançou nesta sexta-feira (17), em São José dos Campos (SP), o edital de seleção pública do plano Inova Aerodefesa, que destinará R$ 2,9 bilhões para apoiar a inovação tecnológica nos setores aeroespacial, de aeronáutica, de defesa e de segurança pública.

O Inova Aerodefesa é voltado para as indústrias e centros de pesquisa. Visa fortalecer o setor por meio de ações estratégicas para estimular a parceria entre iniciativa privada e instituições de pesquisa, com descentralização de crédito e subvenção econômica para o investimento em programas de inovação tecnológica. Dos recursos disponíveis, R$ 2,4 bilhões provêm da  Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCTI).

O edital faz parte do Plano Inova Empresa, lançado em março pelo governo federal e que prevê a articulação de diferentes ministérios e apoio por meio de crédito e financiamento, num total de R$ 32,9 bilhões a aplicar em inovação até 2014. Os recursos são destinados a empresas brasileiras de todos os portes que tenham projetos inovadores. O plano apoia setores considerados prioritários pelo governo, como saúde, aeroespacial e defesa, energia, petróleo e gás, sustentabilidade socioambiental e tecnologia da informação.

Além do ministro Raupp, participaram do evento o presidente da Finep, Glauco Arbix, o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB/MCTI), José Raimundo Coelho, o prefeito de São José dos Campos, Carlos José de Almeida, o diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) João Carlos Ferraz, o secretário executivo do MCTI, Luiz Antonio Elias, o secretário-geral do Ministério da Defesa, Ari Matos Cardoso, e a secretária de Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Heloisa Menezes, dentre outras autoridades.

Fonte: MCTI (texto de Lucimara Correa, da assessoria de comunicação).

Comentários: o primeiro edital do plano Inova Aerodefesa tem as seguintes linhas temáticas:

1- Aeroespacial – Propulsão Espacial (motores e veículos); a Plataformas e Satélites Espaciais (de pequeno porte) e à indústria aeronáutica visando aeronaves mais eficientes.

2- Defesa – Sensores e/ou Sensoriamento Remoto para Defesa (equipamentos e/ou componentes); Sistemas e Subsistemas de Comando e Controle para Defesa.

3 - Segurança Pública – Sistemas de Identificação Biométrica e a Sistemas de Informações (tais como o SIG-Sistemas de Informações Geográficas) e ainda diversos tipos de Armas não Letais.

4- Materiais Especiais –  Materiais para Aplicações Diversas e na Indústria de Defesa (fibras e carbono e compósitos) incluindo  Ligas Metálicas à base de aços.

Poderão participar do processo de seleção empresas brasileiras e/ou grupo econômico brasileiro com receita operacional bruta igual ou superior a R$ 16 milhões ou patrimônio líquido igual ou superior a R$ 4 milhões no último exercício. Para mais informações sobre o Plano Inova Empresa, clique aqui.
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sábado, 18 de maio de 2013

INPE: 40 anos de recepção de imagens de satélite


INPE comemora 40 anos de recepção de imagens de satélite

Sexta-feira, 17 de Maio de 2013

Para comemorar os 40 anos de sua Estação de Recepção e Gravação, instalada em Cuiabá (MT), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) realiza solenidade no dia 23 de maio. Com a presença do diretor Leonel Perondi, o evento será às 9 horas no INPE de Cuiabá, que fica na Rua Hélio Ponce de Arruda s/n°, Bosque da Saúde.

As operações na Estação de Recepção e Gravação (ERG)  iniciaram no dia 23 de abril de 1973 com o primeiro rastreio do ERTS-1, satélite que originou a série Landsat.  A ERG de Cuiabá foi a terceira estação terrena instalada no mundo - a primeira foi nos Estados Unidos e a segunda, no Canadá. Sua instalação é parte importante não só da história do INPE e do Brasil, mas também dos países vizinhos e do próprio sensoriamento remoto por satélite.

Nessa estação é realizado o rastreio diário de satélites, o recebimento de seus dados e a posterior entrega das informações brutas ao Centro de Dados de Sensoriamento Remoto (CDSR), localizado no INPE de Cachoeira Paulista (SP), onde as imagens são geradas e distribuídas aos usuários. Atualmente, a estação de Cuiabá recebe dados dos satélites Landsat-7, Resourcesat-1, UK-DMC 2, Terra/Aqua e série NOAA.

A infraestrutura para o recebimento dos dados de satélites é fundamental para o sucesso de toda uma cadeia tecnológica que vai da construção de satélites a sistemas para o processamento e distribuição dos dados aos usuários, envolvendo pesquisa, inovação e geração de produtos e serviços.

O pioneirismo do INPE ao instalar essa estação permite hoje ao Brasil comemorar 40 anos do recebimento dos dados e imagens que garantem a manutenção e o desenvolvimento de estudos e atividades de reconhecimento internacional, como os programas do Instituto que monitoram o desmatamento na Amazônia e as queimadas em todo o país.

Trajetória

Em 1982, foi implantada em Cuiabá mais uma antena com dois canais, bandas S e X. No final da década de 80 a estação recebeu equipamentos para rastreio dos satélites Spot, Radarsat e Jers, já com tecnologia SMD.

A década de 90 foi marcada pela modernização da sala de operações e, entre os fatos marcantes da história da estação, o técnico de operações Luiz Carlos Nascimento destaca ainda a implantação da nova antena com três canais de banda X já preparada para receber a série de satélites sino-brasileiros CBERS, culminando com a recepção da primeira imagem do CBERS-1 (em 1999) em território nacional realizada pela ERG.

“Um momento importante na década de 2000 foi uma grande atualização que tornou a ERG totalmente automatizada e apta a rastrear qualquer satélite que opera em banda X”, conta Luiz Carlos, que recorda ainda alguns desafios enfrentados na história da estação. “O primeiro incidente de grave proporção foi uma descarga elétrica ocorrida no dia 21 de dezembro de 1977, quando 70% da estação foi danificada. O então diretor do INPE, Fernando de Mendonça, convocou uma força tarefa e em poucos dias a estação estava novamente operacional. Foi um orgulho para a equipe inpeana”.

A criação da ERG em Cuiabá está diretamente relacionada aos avanços conquistados na área de sensoriamento remoto. Governo, cientistas e empresas cada vez mais usam essa tecnologia em que o Brasil é um dos pioneiros no mundo, por meio da atuação do INPE. O lançamento do primeiro satélite para observação da Terra - o norte-americano ERTS-1, em 1972, cujos dados poucos meses depois eram recebidos em Cuiabá - proporcionou um salto nos estudos sobre meio ambiente e a dinâmica de ocupação e uso do solo.

A recepção e gravação das imagens de satélites permitiu ao INPE formar um dos acervos mais antigos do mundo, que possibilita o acompanhamento das mudanças ambientais, urbanas e hídricas ocorridas nas últimas décadas. Estão disponíveis imagens de 100% do território nacional e 80% da América do Sul (todo o Uruguai, Paraguai, Bolívia, Guianas, Suriname e parte do Chile, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela e Argentina).

Benefícios

Desde 2004, o INPE disponibiliza, via Internet e gratuitamente, o catálogo com imagens que ajudam na formulação de políticas públicas em áreas como monitoramento ambiental, desenvolvimento agrícola, planejamento urbano e gerenciamento hídrico.

A política de acesso livre às imagens, uma iniciativa pioneira do INPE, levou outros países a também disponibilizar gratuitamente dados orbitais de média resolução. As imagens são fornecidas para qualquer usuário do mundo. Os países da América do Sul que estão na abrangência das antenas de recepção do INPE em Cuiabá são os mais beneficiados por esta política.

O fornecimento gratuito de imagens de satélite contribuiu para a popularização do sensoriamento remoto e para o crescimento do mercado de geoinformação brasileiro. Monitorar desmatamentos, queimadas, a expansão das cidades, safras agrícolas, o nível de rios e reservatórios, entre outras aplicações, é mais fácil e barato quando é possível uma observação ampla e contínua da Terra, proporcionada por sensores remotos a bordo de satélites em órbita.

Mais de um milhão de imagens já foram distribuídas pelo INPE para cerca de 15 mil usuários, em mais de duas mil instituições públicas e privadas, comprovando os benefícios econômicos e sociais da oferta gratuita de dados. O download das imagens é feito a partir do endereço http://www.dgi.inpe.br/CDSR/

Fonte: INPE
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Programa Microgravidade: anúncio de oportunidades


AEB PUBLICA ANÚNCIO DE OPORTUNIDADES DO PROGRAMA MICROGRAVIDADE

Brasília, 15 de maio de 2013 – A Agência Espacial Brasileira publicou, nesta quarta-feira (15), o 4º Anúncio de Oportunidades do Programa Microgravidade. O Programa tem como objetivo disponibilizar ambientes de microgravidade para a comunidade técnico-científica brasileira, provendo meios de acesso e suporte técnico para a viabilização de experimentos nesses ambientes. Os interessados devem submeter suas propostas até dia 21 de julho.

O Anúncio de Oportunidades prevê a realização de três lançamentos do veículo de sondagem VSB-30 carregando experimentos selecionados, entre 2014 e 2016.

Entre 2000 e 2010, o Programa realizou três voos de foguetes de sondagem e um voo com experimentos da Estação Espacial Internacional (ISS, sigla em inglês). “Pelo menos duas dezenas de instituições nacionais voaram experimentos por meio do Microgravidade.” conta o representante do IAE na Comissão, José Bezerra.

Para o conselheiro da AEB na Comissão, Irajá Bandeira, a principal realização do programa é fornecer oportunidades a especialistas de diversas áreas, como física e biologia, para desenvolver tecnologias que podem, eventualmente, resultar em produtos utilizados fora do contexto espacial.  Um exemplo é o projeto ”Nuvens de Interação Protéica” (NIP) realizado na Estação Espacial Internacional (ISS, sigla em inglês) e possibilitou tecnologias que hoje são utilizadas no desenvolvimento de sensores de gases e sensores para doenças tropicais.

Programa Microgravidade - O Programa Microgravidade foi criado em 1998 pela Resolução nº 36 do Conselho Superior da AEB, e tem como objetivo disponibilizar ambientes de imponderabilidade aparente, comumente chamado de microgravidade, à disposição da comunidade técnico-científica brasileira, provendo meios de acesso e suporte técnico e orçamentário para a viabilização de experimentos que necessitem desses ambientes.

A condução de experimentos num ambiente de microgravidade possibilita o melhor entendimento e o posterior aperfeiçoamento no solo de processos físicos, químicos e biológicos. Por meio de voos em foguetes suborbitais nacionais é possível criar um ambiente de microgravidade por até seis minutos.

Fonte: AEB
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terça-feira, 14 de maio de 2013

Polo espacial no RS: mais informações


No final de abril, divulgamos no blog Panorama Espacial uma notícia sobre a criação no Rio Grande do Sul (RS) do Polo Tecnológico de Sistemas Espaciais, iniciativa apoiada pelo governo estadual e por empresas instaladas na região, dentre as quais a AEL Sistemas, atuante nos segmentos aeroespacial e de defesa e controlada pela israelense Elbit Systems.

Entramos em contato com a assessoria de imprensa da AEL com algumas questões para obter mais detalhes sobre a iniciativa do Polo Tecnológico de Sistemas Espaciais do RS. Abaixo, reproduzimos as informações recebidas. Em breve, abordaremos em detalhes os negócios e interesses da empresa gaúcha no campo espacial.

1) O satélite de pequeno porte a ser desenvolvido teria qual finalidade? Há mais detalhes sobre suas características?

Representa o início das atividades do polo. Tem como objetivo fomentar o interesse e iniciar a formação junto ás universidades do estado. O detalhamento do programa irá ocorrer em um trabalho conjunto das Secretaria de Ciência e Tecnologia, Secretaria de Desenvolvimento, universidades e a AEL Sistemas.

Em um segundo momento será preparado um RFP (pedido de proposta), que irá ser enviado as principais empresas de desenvolvimento de tecnologia espacial, que possuem programas de Pesquisa & Desenvolvimento educativos, para definição do parceiro internacional desta atividade.

2) Foi falado em ampliar as capacidades da CEITEC. Quais seriam essas capacidades? Alguma ideia do polo tratar do desenvolvimento de semicondutores para CCDs e sistemas inerciais?

O CEITEC – em conjunto com parceiros internacionais (como a israelense Ramon Chips), a AEL Sistemas, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) (FAB) e as universidades locais (salientando a UFRGS, o departamento de análise de radiação para semicondutores) – pode ingressar na proposição de fabricação de semicondutores resistentes a radiação para o mercado espacial. É um mercado com valor agregado elevado e que possui baixa demanda produtiva. Tais características podem representar um modelo de negócios atrativo ao CEITEC.

3) Quais seriam os principais campos de interesse do polo?

Integração de satélites, fabricação de subsistemas e capacitação em definição, projetos e construção de satélites de pequeno porte.